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1 Caso - Ilha de Trindade em Qua Fev 23, 2011 9:02 pm

David Bartowski

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Em 16 de janeiro de 1958, o Almirante Saldanha, navio brasileiro de pesquisas navais, colaborou no projeto do Ano Geofísico Internacional e, para tanto, estava ancorado ao largo da ilha da Trindade, antiga base naval durante a Segunda Guerra Mundial e que fora transformada pelo governo brasileiro em estação de pesquisas oceanográficas e meteorológicas.

O Almirante Saldanha encontrava-se naquela região desde inícios de janeiro de 1958 e, no dia 16 desse mês, estava pronto para zarpar. Entre tripulantes, técnicos e cientistas havia cerca de trezentas pessoas a bordo, dentre elas J. T. Veiga, capitão reformado da Força Aérea, o professor de geologia, Fernando, pesquisadores navais de elevado gabarito, cientistas, bem como um perito em fotografia sub~ marina chamado Almiro Baraúna.


Pouco antes do meio-dia, quando o Almirante Saldanha estava prestes a levantar âncora, Almiro ainda bateu umas fotos com sua Rolleiflex, quando, de repente, na popa e na proa, se ouviram gritos: "Olha o disco!" E, de fato, no céu havia um disco de brilho esverdeado, de uns 8 metros de altura e 40 metros de diâmetro. Todos viram como o objeto sobrevoou a ilha e a altíssima velocidade mudou de rumo e se afastou na direção leste-nordeste,


Uma das fotos da seqüência tirada
por Almiro Baraúna, do UFO sobrevoando a Ilha de Trindade


Imediatamente, Almiro levantou sua câmara e conseguiu bater duas fotos, antes de o objeto desaparecer. Poucos segundos depois, o disco voador voltou, evoluindo em ampla curva, e Almiro conseguiu fotografá-lo exatamente no momento em que se encontrava mais próximo do navio e mostrava nitidamente seu enorme vulto saturnino. Ao todo, Almiro bateu seis fotos, das quais as duas primeiras ficaram demasiadamente expostas à luz, a terceira ficou perfeita, a quarta e a quinta ficaram estragadas naquele momento de alta tensão e a sexta ainda fixou bem o disco sinistro, antes de este desaparecer definitivamente sobre o oceano.


Após detida análise das fotos e dos seus respectivos negativos pelos laboratórios da Marinha de Guerra, para o aproveitamento de material fotográfico, o então presidente Juscelino Kubitschek autorizou a liberação das fotos para publicação como absolutamente autênticas.





O relatório oficial (documento confidencial n.o 0098/M-20) do Almirante-de-Esquadra Antônio Maria de Carvalho, chefe do Alto Comando Naval, diz o seguinte, entre outras coisas:


* I - V: " ... Enfim, foi registrado mais outro alarme de OVNIS, àS 12:15 horas do dia 16 de janeiro de 1958; dessa vez, aconteceu a bordo do Almirante Saldanha, ancorado ao largo da ilha da Trindade. O navio estava prestes a zarpar, e a pinaça, usada para a travessia até a terra, estava sendo recolhida por membros da tripulação, quando, de popa a proa, soou o alarme dos OVNIS",


* I - VI: "Um fotógrafo profissional, civil, que se encontrava a bordo, postado na popa, fotografando o recolhimento da pinaça, teve sua atenção chamada para o disco voador, do qual bateu as quatro fotos anexas. , . "


* I - VII: "Após o aparecimento, Almiro Baraúna, o fotógrafo, retirou o filme da câmara, na presença do Capitão-de-Corveta Carlos Alberto Bacelar e outros oficiais. Posteriormente, o fotógrafo foi até o laboratório montado no navio de pesquisas, em companhia do Capitão Bacelar. O filme foi revelado dentro de dez minutos; em seguida, os negativos foram examinados por Bacelar. No seu relatório, Bacelar confirmou que os negativos ainda estavam molhados ao lhe serem entregues para exame, e neles reconheceu O OVNI em apreço".


* I - VIII: "Em seguida, os negativos foram mostrados a membros da tripulação, testemunhas oculares do aparecimento. Eles confirmaram que o objeto nas fotos era idêntico ao que avistaram no ar".


Com autorização do Ministério da Marinha, o depoimento abaixo, prestado pelo Capitão-de-Corveta Carlos AIberro Bacelar, foi liberado para publicação pela imprensa:


1) Efetivamente, um objeto voador não identificado foi avistado por um número de pessoas presentes no convés do Almirante Saldanha. Eu, pessoalmente, não testemunhei aquele aparecimento, porque, no preciso instante, me encontrava no interior da minha cabine. Porém, imediatamente, fui chamado para a ponte.


2) O incidente provocou forte comoção, como, aliás, não poderia deixar de acontecer, e, muitas pessoas, alarmadas com os gritos das testemunhas, correram para o convés.


3) Almiro Baraúna, fotógrafo profissional, estava no convés com a sua câmara e, após a ocorrência, ficou em estado de exaustão nervosa. Permaneci a seu lado o tempo todo, porque queria presenciar a revelação do filme.


4) Tão logo Almiro se recuperou, mais ou menos uma hora após o ocorrido, o filme foi revelado no laboratório fotográfico, a bordo ...


5) O Sr. José Theobaldo Veiga, capitão reformado da Força Aérea, acompanhou atentamente, com um farolete de pilha, a revelação do filme, enquanto eu, lá fora, esperei que terminasse. Em seguida, vi o filme, recém-revelado e ainda molhado e, após cuidadoso exame, cheguei à seguinte conclusão: a seqüência do vôo do objeto nas fotos coincide com as paisagens que, pouco antes do aparecimento, foram fotografadas por Almiro Baraúna, a bordo do navio ...


6) Como foi previamente combinado, procurei Almiro Baraúna no Rio e, por duas vezes, o acompanhei até o ministro da Marinha.


7) Chamei a atenção do fotógrafo para o fato de ser estritamente proibida a publicação das fotos sem autorização oficial, e informei-lo de que ele seria avisado, tão logo as autoridades competentes resolvessem líberá-las para divulgação.


Almiro Baraúna cedeu os negativos ao Ministério da Marinha, que os entregou a mim, algum tempo depois, para serem devolvidos ao fotógrafo. Quando lhe entreguei os filmes, avisei que - com certas restrições - poderia dispor daqueles negativos, a seu critério.


9) A meu pedido e usando papel fotográfico por mim colocado à sua disposição, Almiro fez seis séries completas das quatro fotos e dezesseis ampliações dos detalhes do objeto voador.


10) Pela quarta vez, em quarenta dias, esse incidente veio comprovar a presença de OVNIS sobre a ilha da Trindade.


Em 24 de fevereiro de 1958, o ministro da Marinha, Almirante Alves Câmera, fez os seguintes comentários numa entrevista à United Press:


"A Marinha brasileira está envolvida num segredo importante e não pode ser discutido em público visto que para tanto, não há explicação ditei nos discos voadores, mas a prova fotográfica apresentada por Almiro Baraúna convenceu-me da sua existência".


E naquele mesmo dia, o Capitão-de-Fragata Moreira da Silva falou:


"Não quero discussão a respeito. da pessoa do fotógrafo que bateu as fotos do OVNI, que foi observado por uma série de personagens conhecidas. Contudo, posso garantir que as fotos são autênticas e o filme revelado imediatamente a bordo do Almirante Saldanha. Confirmo ainda que além do mais, os negativos foram examinados por diversos oficiais, imediatamente após a revelação não - conforme se disse - oito dias mais tarde. Fica excluída toda e qualquer eventualidade de truque fotográfico.


"Com base na análise dos negativos e dos detalhes relatados por numerosas testemunhas oculares a bordo, os peritos conseguiram calcular a velocidade mínima do OVNI como sendo 1 200 quilômetros por hora; essa velocidade aumentou consideravelmente, quando o objeto voador acelerou."


"Outrossim, soube-se, mais tarde, que toda a instalação elétrica a bordo do navio de pesquisas falhou com aparecimento do OVNI.


Pouco importa qual seja a nossa atitude diante dos OVNIS, pois persiste o fato de ter ocorrido um fenômeno que, além de documentado por fotos, ainda foi confirmado pelo depoimento escrito de 48 testemunhas.




Outra das fotos tirada por Almiro Baraúna
à bordo do navio Almirante Saldanha


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